Perder-me-ei no negro mar inconsciente que transborda através de teus olhos.
Afundar-me-ei com a canoa de madeira carcomida que me permite navegar nas tuas águas.
Resmungarei quando não vieres, jogarei para o alto os remos e me entregarei por completo ao naufrágio em tua memória.
Ainda que não o veja,
ainda que não respire teu ar,
ainda que o odeie,
o amor nos grita ao olhar de soslaio quando passamos. _Larissa veiga Hail
domingo, 14 de outubro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Catarina Curiosa da Silva
Catarina se perguntava o tempo inteiro sobre tudo, queria respostas que tivessem fundamento para sua cabeça de criança, não a famosa frase, ''porque sim'' ou ''porque Deus quis assim''.- Mamãe, por que no fim a Bela se casa com a Fera?- Porque eles gostam um o outro, filha!- Ora, mas por que? A Bela tinha o Gaston, por que não gostava dele?- A gente não escolhe essas coisas, menina!- Então por que ela não ficou com o Hércules? Ele é tão forte quanto Gaston!- Porque o Hércules é de outra história, o filme da Bela e a Fera tinha que terminar com a Bela e a Fera! O Hércules não pode sair entrando no meio do Enredo!- E se ela tivesse ficado com o Aladin então? Teria sido mais interessante! Ele tinha um tapete voador, a história seria outra!- Mas o Aladin não é do mesmo lugar que a Bela, ele mora no deserto!- Mas eles não moravam todos na Disney, Mãe?- Não!- Que mentirosos! Eu sempre acreditei que todos eram da Disney. Bem, eles podiam trocar e-mails então!- Claro que não menina, naquela época não existia essas coisas!- Calma, Mãe! Você fala como se eles fossem reais, são só desenhos né!Após proferir a frase indignada, a menina virou-se e seguiu andando até a cozinha, enquanto sua mãe olhava parada no corredor:- Eu heim... Essas crianças de hoje em dia! Tudo culpa dessa internet!
Larissa V. Hail
domingo, 5 de agosto de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Os dias que passam, tente ouvir
Apesar das folhas que se inclinam e caem após o vento ter as beijado, estarem jogadas no chão, nota-se ainda o verde do solo que se deixa ser deitado por restos do outono. É que os dias passam dançando pelos bosques e quando passam, assemelham-se a noivas cobertas por leves tecidos brancos de tom perolado ao som de uma valsa muda, e os seus aromas nos fazem retroceder até os dias que restavam os últimos vestígios de cor. Quando passam por nós, os segundos viram passado e o passado logo vira lembrança, a sensação que nos traz é de que os segundos já se foram faz anos, e os meses a séculos.
Tudo está contido nos dias que correm despercebidos, piscar é um erro diante da situação do tempo. Recordar-se de certa forma é ''perda'' de tempo, é a perda do tempo que não vimos declinar. Que o recuperemos nas memórias, as únicas que nos restam quando as pessoas se vão. _Larissa Veiga
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Repostagem: A vida como um véu
A água vai bailando sobre a terra inundada, parecem pequenos potrinhos que cavalgam com elegância e expandem o barulho imperceptível até nossos ouvidos.
Larissa Hail
domingo, 3 de junho de 2012
Manteiga voadora!
Já tem um tempo que essa Mariposa pousou aqui na porta de casa, ela tinha uma casca brilhosa, parecia couro, suas asas eram bem grandes e firmes. Muito diferente! Como eu adoro animais exóticos não pude perder a oportunidade de tirar uma foto, seu tamanho era um pouco maior do que a mão de uma pessoa adulta. fiz uma pesquisa e descobri que essa é a espécie Rothschildia aurota speculifera. Nota- se a semelhança, mas o mais interessante dessa espécie, é que cada uma, apesar de muito parecidas, possuem um desenho meio que diferentes umas das outras. A sensação de ver esse bicho, quando se acaba de acordar ainda meio sonolenta, é de arrepiar, por que elas são realmente grandes!
Essa última é uma imagem da internet
domingo, 27 de maio de 2012
Provérbio aborígene
''Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objectivo é observar, crescer, amar... E depois vamos para casa." _Provérbio aborígene
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Noite
Noite, noite! Tapete negro que as vezes aparenta ser a blusa brilhosa da vovó, aquele azul sem nome com brilhinhos colados, e aquela lantejoula cor de dente que ofusca os olhos. As vezes parece o mar, tranquilo e sereno, nos transmite uma paz que igual só se sente ao olhar nos olhos de quem se ama. Cristais espelhados, grãos de açúcar, doces estrelas. As vezes pássaros brilhantes, as vezes peixes cegos. Vamos pescar no céu, sonhos e desejos que boiam. Feche os olhos, faça um pedido, olhe pro céu e fale baixinho, as vezes dá sorte! _ Larissa veiga Hail
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