segunda-feira, 25 de julho de 2011

A história segundo o gatuno

Sempre via aquela pequena garotinha de cabelos negros correndo na chuva, eu tinha uma curiosidade para saber o que ela fazia lá, sozinha. Será que não tinha pai ou mãe? Foi então que naquela noite de tempestade e raios fortes caindo por toda parte do bosque que rodeava a mansão, que ela resolveu me seguir. Não estava confortável com aquela situação, eu queria chegar ao meu destino, meio que atrasado para um compromisso importante, eu sempre deixo as coisas para a última hora. Corri o mais rápido que conseguia, mas ela insistia naquela perseguição, não sei o que ela via de tão curioso em mim, sou apenas um gato preto correndo como todos os outros fazem, enfim, em um minuto de distração, um raio cai exatamente em cima de nós. The End.

The beginning


O clarão quase nos cegou e eu simplesmente me levantei sem nenhum esforço, ao olhar para trás vi que a menina me seguia ainda: _“Que garota burra!” _ não pude evitar de fazer este pequeno comentário em voz alta, e surpreendentemente ela me escutou.


_Burro é o senhor que corre sempre nesse mesmo sentido e sem rumo, parece ser cego ou um gatuno sujo de rua!

O que a garota falava não me assustava mais do que a cena atrás dela, ali estava seu corpo estendido no chão debaixo de um enorme tronco de madeira, deve ter caído com o raio, mas como ela havia morrido? Eu agora era um gato louco, e atrasado que ouvia espíritos. Com minha reação não pude evitar de fazer com que a menina olhasse para trás também, pronto! Acabou o sossego, no mesmo momento ela começou a gritar e gritar, achei que ia conseguir arrebentar suas cordas vocais e estourar meu ouvido. Só se via sangue e suas pernas foram esmagadas, era uma cena horrível, mas o fato era que ela estava morta e aquilo me assustava ainda mais. Naturalmente, reagindo ao som que ela fazia corri rapidamente para o grande buraco, sendo seguido novamente pela alma penada, como eu não conseguia evitar, continuei meu caminho, talvez ela cansasse, nem quis dar papo, ao olhar para trás ela simplesmente havia desaparecido.

3 dias depois …

Não sei o que aconteceu com a menina, só me lembro que ela entrou e caiu naquele buraco grande, e como é tão curiosa obviamente foi atrás do outro gatuno branco que carregava consigo óculos de grau. Vi Sua mãe chorando em seu corpo caído e esmagado, as Lágrimas da senhora eram incessantes e molhava sua roupa toda, ela estava complemente insana diante da cena. Mais uma vez não pude deixar de repetir: _” Garota burra!” e mais uma vez fui ouvido, que droga! Alice era o nome que estava escrito no caixão. Alice, esse era seu nome, pobre criança, há essas horas deve estar se divertindo em Horrorland.

Texto de: Larissa Veiga Hail

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