quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O reino de Frank

Saia de sua torre e se mostre, Frank. Ainda que o sol queime em brasa no imensurável céu, dê as caras ao teu reino e ponha a coroa brilhante. Mostre-se rei do teu próprio universo. 
Ainda que as luzes apaguem-se em seu castelo, haverá a lua brotando do extenso tapete de areia gélida, a dar passos vagarosos pelo breu, rumo à meia volta, até que adormeça novamente. Ainda que esteja trancafiado, refém da insanidade, o mundo segue em ritmo acelerado.
- Quem dera fosse rei do infinito e pudesse mover-me dentre as estrelas de “pó de nada”, somente com o poder da mente. Quando abro os olhos, diante da imensidão que avisto, percebo que não sou rei nem de meu próprio nariz. E o reino, e a voz que me gritam, são frutos da minha loucura, frutos de minha insaciável vontade de ser cada partícula que constitui as galáxias. 
Em um lugar chamado “minha mente”, dou vida aos anseios mais absurdos. 
Às vezes me parece ser a morte a chamar por meu nome, com uma suave voz, atraindo-me para cair em sua armadilha. Mas em todas as ocasiões. Percebo que estou alucinado.

Larissa Veiga H.

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